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Cunha é o cara

Geri-s-Game-pixar-4948571-512-304Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília, sem dúvida nenhuma é o cara. Ele é simbolismo da política brasileira, com, com várias cartas no bolso esquerdo e moedas de ouro no bolso direito do paletó.
Sabe como poucos, jogar com a mídia, com a opinião pública e com os políticos. Vejam como ele tem pautado há meses uma parte do noticiário e mesmo acuado, pronto para cair, consegue dar uma cartada, que mais parecia um último tiro de um soldado solitário contra um exército e que deu no que deu. A opinião pública o aclamando numa sintonia parecida com a de Paulo Maluf em tempos (quase) idos: rouba, mas faz!. Rouba, mas defere um pedido de impeachment contra Dilma.
A depender de contumazes críticos ao governo petista em breve estará com seu semblante esculpido, tal qual os presidentes nos Estados Unidos, em morros de ventos uivantes ao lado de Aécio Neves, Joaquim Barbosa e o juiz Sérgio Moro.
Se Dilma cair, não será lembrado pelas inúmeras denúncias, comprovadas mentiras, acareações documentais por bancos suíços. Nada disso importa porque terá tirado a presidente do poder e entregue o governo a seu vice, que é do partido de Cunha.
Essa situação altamente paródica já se ensaiava há tempos, mas a gota dágua veio essa semana. Quem realmente entende, pelo menos um pouco, de política, sabe que tudo isso é um teatro. Não sei quem começou primeiro esse ato. Se foi o PT ao abandoná-lo no último segundo e por isso a “vingança” ou se a o partido da já sabia do deferimento do pedido e por isso fez o que, aparentemente, seria o sensato.
Alguns políticos, que até dias atrás bradavam contra o presidente e a presidente, agora já aplaudem a atitude do deputado pelo ato de coragem. Outros mais sensatos, afirmam que é preciso de provas e não factoides para derrubar um governo.
É bom lembrar que Collor foi conduzido ao poder pela mesma fatia da sociedade que quer a derrocada da Dilma a qualquer custo. O ex começou a cair no momento em que assumiu a presidência e confiscou a poupança dos afortunados e isso virou comoção nacional. Mesmo pobres, que não tinham poupança, se viraram contra o caçador de marajás. Mas Collor tinha um PC Farias, um irmão e uma cunhada que deporiam contra seu mandato e o resto é história.
Contra Dilma, além da grande reprovação do seu segundo mandato – e eu, com letras garrafais, ME INCLUO NO CORO, não tem nada até agora, que a decline do poder. A oposição, tenta, há 13 anos tirar o PT da presidência.
Mas Cunha é o cara. Quem diria que mesmo com pessoas de alta envergadura já citadas acima, mais Alckmin, Serra, Marina e Eduardo Campos, quem chegou mais próximo, de fato, de derrubar a presidente é um dos políticos mais condenáveis de Brasília.
Cunha é o cara. Da manipulação e do jogo. O resultado é que, muito provavelmente, não vai dar em nada. Dilma continuará aos tropeços e ele, como bom cumpridor de ameaças, deixará outros políticos em polvorosa se tentarem novamente pela sua cassação. Cunha é o cara que garantiu seu mandato, uma quase absolvição de seus supostos crimes, e de quebra, deve garantir a continuidade de Dilma.
Mas não importa, entrará para história para uma parcela muito grande da sociedade, como o cara que quase venceu o PT.

2018 será outra história. Espero que não com esses caras.

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