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Se 2016 foi ruim; 2017, então…

Não quero ser dramático ou levianamente pessimista, mas se você não gostou deste ano que está terminando, lamento dizer que 2017 não será muito diferente. Celebridades que você gosta irão morrer, casais perfeitos seguirão vidas independentes, tragédias coletivas irão ocorrer, políticos serão acusados de corrupção, parlamentares aprovarão medidas impopulares. Em escala mundial conflitos armados deixarão populações em situação de extrema vulnerabilidade. E preparem-se, em janeiro mesmo — época de muita chuva — já temos grandes chances de termos casos dramáticos no Brasil.
Puxa vida, Essa minha previsão para o ano novo está muito parecida com o que aconteceu em 2016, não é? Ou 2015, ou 2014, ou 2013… Continue lendo Se 2016 foi ruim; 2017, então…

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Cansei de ser feliz, eu quero é ter razão! Ou por que decidi deixar de ser endividado

A frase original, que já ouvi em uma palestra do TED e de um recém-amigo do Facebook, é ao contrário e se referia em como eles deixaram de entrar em discussões desnecessárias com suas esposas. Não sei se de fato eles aplicam o que dizem ou se é apenas um trocadilho para dizer que felicidade e razão não andam juntas. Sei lá.
O que sei é que alguns conceitos megalomaníacos como ser feliz ou mudar o mundo sempre me incomodaram. Primeiro porque é impossível ser feliz embora seja possível a gente ter uma vida com inúmeros momentos felizes. E a maioria daqueles que mudaram o mundo não necessariamente o mudaram para melhor. Eu quero, e às vezes consigo, mudar o meu mundo. Se isso.

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Desapegar não é jogar fora

Não sou muito dado a rituais, aliás tenho pavor de alguns, mas desde que a gente começa a usar aquela expressão para dizer que já tem alguma compreensão de si eu costumo organizar minhas coisas no final do ano. Quando criança começava pelas cartas, bilhetes , cadernos, tinha recordações boas, outras nem sim nem não e lá ia a lembrança pro lixo. Hoje em dia é quase certo que só vai para o lixo ou encaminhado para reciclagem contas em papel, cada vez mais raras por sinal,  e produtos que por acaso quebraram.
Este ano, minha revisitação de coisas que serão lembradas, arquivadas ou dispensadas começou mais cedo. Igual na música que por acaso acabo sempre ouvindo, Tendo a lua, dos Paralamas. “A casa fica bem melhor assim. ” Dito e feito.

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Doutor Estranho

A Marvel continua expandindo seu universo nos cinemas de forma consistente, porém pouco ousada e isso ficou evidente em Doutor Estranho, que reuniu um dos melhores elencos desse tipo de filme, um visual impressionante, mas ficou, obviamente, voltado para agradar a família. Não que isso seja, necessariamente, um defeito, ainda que cause certa frustração no público mais adulto.
Dito isto, é um bom filme, mas aquém do que poderia ter sido e, em certa medida faz um paralelismo com Esquadrão Suicida. Enquanto a aventura da DC Comics não é tão ruim quanto muitos críticos insistiram em enfatizar, Doutor Estranho não é tão bom assim quanto uma boa parte das primeiras impressões de críticos querem fazer crer.

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Voto nulo é…

Nessas eleições municipais houve um desespero midiático no incentivo aos eleitores exercerem seu direito de cidadão e votarem para prefeitos e vereadores. As notícias sobre o embate nas cidades onde estão ocorrendo o segundo turno tem tido um apelo ainda maior devido ao número, considerado elevado, de brancos, nulos e abstenções.
Não é incomum ouvir e ler nos principais canais de televisão e portais na internet análises de que o eleitorado foi, no primeiro turno, e continuará daqui a poucos dias apelando ao voto útil. Aquele em que o eleitor vota em quem acha que vai ganhar ou contra o candidato que é considerado pior. É uma opção de voto, sem dúvida e eu mesmo, para ser honesto, recorri a isso nas últimas eleições presidenciais. Não vou dizer que me arrependo, mas também não é algo que faria de novo.

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Menos idolatria… ou o pop não poupa ninguém

Deve ser da natureza humana ter ídolos e inimigos. Pelo menos seus exemplos estão espalhados nas religiões, nas artes, nas culturas pops. E  suponho, essa necessidade de reverência por um e a aversão por sua antítese, possa ser vista como uma ampliação de um certo complexo de Édipo, considerando as limitações da teoria freudiana.
Veja o caso de um ateu que elege a “Ciência” como seu ídolo e tem na “Religião” sua antítese. É o Deus e o Diabo do religioso. É o cara que torce por um time e elege outro para ironizar. É o adolescente que elege um artista como ídolo incondicional, mas que também ama odiar outro ídolo incondicionalmente. É ainda alguém que elege um Joaquim Barbosa, ou Sérgio Moro, ou Deltan Dallagnol, ou João Dória como ídolo/herói e vê o PT como o Mal a ser eliminado. Ou o contrário, aquele que vê o Lula como símbolo do bem e todos os antes citados como seus algozes.

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Sobre porcos, diamantes e outras idiossincrasias

Imagine uma pessoa abordada na rua com a seguinte pergunta: – Você come carne de porco? É de se presumir que a resposta seja positiva em grande medida, uma vez que tem boa aceitação no Brasil e é a mais consumida no mundo.

Mas, claro, há exceções para a resposta ser negativa. Se a pessoa não come carne de porco – ou nenhuma outra – por ser vegano ou vegetariano, está tudo bem. Se é por questões religiosas, seja esta pessoa adventista, judeu ou muçulmano, está correto. Até se for um católico que não come carne vermelha durante a quaresma está tudo lindo. Alergia também está no rol das exceções possíveis.

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Android paranoico

É claro que o Radiohead nem sonhava com os smartphones na época da gravação de Paranoid Android nos idos de 1997, mas o título da canção e um dos versos  “I may be paranoid, but not an android” explica um pouco minha relação com o sistema de telefonia smart. Voltando no tempo, demorei para aderir aos smartphones, mas logo que comprei um Motorola Razr D3 em poucos dias descobri que vivia num mundo completamente diferente. Os smartphones realmente faziam a diferença para diversão, mas principalmente para trabalho.

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A Máscara em que Você Vive

The Mask You Live In (A Máscara em que Você Vive) é um dos melhores documentários disponíveis no Netflix atualmente. Trata de um dos temas mais tabus que existe na sociedade, que é a construção cultural sobre o que é ser homem.

O título do documentário é um trocadilho para masculino em inglês (masculine) e se não é uma abordagem mais ampla (existem diferenças entre homens e mulheres que vão além da construção cultural e social, mas também hormonais, por exemplo) serve para ser pensada e que deveria ser mais discutida.

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