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Documentários

Uma seleção de bons documentários com temas diversos que vi nos últimos tempos. A maioria deles está disponível ou no Netflix ou no youtube.
(Dis)Honesty – The Truth About Lies (ou (Des)honestidade – A verdade sobre mentiras)
O impacto das mentiras em nossas vidas e na sociedade.

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Vidinha qualquer

Ufa! Acabou o Carnaval. Precisamos de uma trégua. Sabe como é: depois da maratona de fim de ano com presentes de Natal, viagem no Ano Novo, IPVA, matrícula das crianças, material escolar, essa semana de folia rapa a nossa conta bancária e os limites do cartão de crédito. Temos 40 dias para descansar, porque logo, logo a Páscoa está aí e ficamos sabendo que os preços estarão mais altos que os do ano passado. Maldito governo! Continue lendo Vidinha qualquer

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A arma letal

Desde as primeiras manifestações em 2013, quando jovens de classe média voltaram às ruas em grande número, tem chamado à atenção o uso de armas não letais pelas polícias Brasil adentro. Essas armas, que a princípio, são uma alternativa – pois evitaria excessos da força policial contra suspeitos e civis que poderiam ser alvos indefesos de tiros imprecisos – tem se sido cada vez mais usada como expediente corriqueiro. Continue lendo A arma letal

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Rio a pé

Estando no Rio de Janeiro por uns dias para estudar e trabalhar, precisei ir em busca de uma assistência técnica para o meu notebook seminovo que no primeiro dia na capital carioca não queria funcionar o wi-fi e no segundo dia não queria nem ligar. Vi no google maps que havia duas ou três oficinas a cerca de um quilômetro de onde estou hospedado. Dá para ir a pé, de boas. Olhei no mapa e vamos lá.

Ou quase.

Me perdi tentando me orientar pelo google maps que pedia para eu virar a sudoeste de tal rua. Desisti e tentei o waze, mas esse app do bem é feito para quem está dirigindo. Se você está a pé, não precisa ir até o final de uma avenida para fazer um retorno e isso pede várias consultas ao aplicativo para a gente não se perder.

Como mau turista, para fazer essas consultas ao smartphone, sempre vou a um local público, uma lanchonete comprar uma água ou uma bala, ou me aproximo de viaturas policiais, locais que, imagino, seja um pouco mais difícil a abordagem por furtadores. E não é que a única vez que não fiz isso, já cansado e querendo voltar para o hotel, um homem se aproxima de mim, pega no meu braço e diz, mais ou menos assim: “Guarda esse celular, você tá vacilando, pois tem quatro pivetes vindo te assaltar”. Obedeci na hora e não era que estavam vindo, mesmo? Com o celular no bolso, olhei para as crianças, que se dissiparam na multidão.

Uma parte bastante cruel e infelizmente comum nas grandes cidades foi ver um menino de rua na porta de uma igreja agonizando de forma meio paranóica, provavelmente sob um efeito pós consumo de crack ou droga parecida. Não deveria ter nem oito anos, o corpo todo tremia, olhava para nada, a boca semiaberta. Mesmo sem poder fazer nada, não tive como não me ater aquela visão durante um minuto ou dois.

Apesar do motivo desgostoso da minha ida ao centro, foi bom para conhecer um pedaço do Rio onde muitas histórias de Machado de Assis foram ambientadas (me lembrei especialmente de “A Carteira”), como o Largo da Carioca, rua do Ouvidor, Uruguaiana e arredores. Algumas obras arquitetônicas merecem ser vistas como o Museu Nacional de Belas Artes, o Theatro Municipal e a Imprensa Oficial do Rio de Janeiro.

Um lado, digamos, pitoresco é o de alguns ambulantes do centro do Rio que andam com banners com reprodução de capas de vários programas e jogos piratas anunciando a venda. Em outro momento vi um vendedor tentando tirar uma caixa com os dvds piratas que estava em cima de uma banca. Em outra, um pedido inusitado: Favor não urinar na banca.

Falando em urinar, tudo bem que quase ninguém mais usa orelhões, mas seria bom ter algum aviso que esses aparelhos contêm fotos de nudez explícita, não recomendável a menores de 18 anos (atenção: este trecho tem uma alta dose de ironia), dada a quantidade imensa de flyers colados no interior das cabines. Do que consegui ver a maioria era propaganda de serviços de acompanhantes travestis. Em muitos casos, as fotos delas apresentavam os “dotes físicos” em estado promocional.

Na assistência técnica, o técnico resolveu o problema do notebook em menos de um minuto. Perguntei o que ele tinha feito para eu fazer caso o problema acontecesse de novo, mas ele se negou a me informar, dizendo que era o ganha-pão dele. Expliquei que eu não era do Rio, então dificilmente eu voltaria a sua assistência, mas não queria ter que perder uma manhã novamente, caso o problema voltasse, mas não adiantou. Era o ganha-pão dele.

E ele não me cobrou nada.

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Tabus Sexuais no Cinema

Filmes que abordam tabus sexuais normalmente geram polêmica, dividindo os espectadores entre aqueles que adoraram, odiaram e aqueles que preferem nem ver, sobretudo nos últimos anos, que estas produções começam a aparecer com mais frequencia. Kinsey – Vamos Falar de Sexo, de 2004, com Liam Neeson (num dos seus últimos papéis decentes) é um destes que vale a pena ser visto, abordando várias formas de sexualidade. O controvertido e pouco conhecido Shortbus (2008) explora a temática LGBT de uma forma interessante. Continue lendo Tabus Sexuais no Cinema

Alguém acredita que será lindo assim?

Queria andar mais de ônibus…

Essa semana fiz uma coisa que havia tempo não fazia em Cuiabá. Andei de ônibus. Foi por necessidade. O bairro onde moro é muito carente desses veículos e ainda por cima o meu trabalho, embora seja perto, cerca de 6 quilômetros, fica na contramão das rotas dos ônibus que circulam por aqui.

Tudo bem, vamos lá. Quer dizer, fui! Tenho uma nítida impressão – ou será falta de costume? – que o transporte público piorou muito na capital. Os ônibus demoram muito pra chegar no ponto, quase sempre estão lotados e agora não tem cobrador. Sabia da necessidade de comprar um desses cartões com créditos de passagens, mas quem disse que achei? Não moro no Centro, não ia para o Centro. Não achei! Sem falar no preço salgado para a grande maioria dos trabalhadores. Continue lendo Queria andar mais de ônibus…