Arquivo da tag: direitos humanos

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A Máscara em que Você Vive

The Mask You Live In (A Máscara em que Você Vive) é um dos melhores documentários disponíveis no Netflix atualmente. Trata de um dos temas mais tabus que existe na sociedade, que é a construção cultural sobre o que é ser homem.

O título do documentário é um trocadilho para masculino em inglês (masculine) e se não é uma abordagem mais ampla (existem diferenças entre homens e mulheres que vão além da construção cultural e social, mas também hormonais, por exemplo) serve para ser pensada e que deveria ser mais discutida.

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A Onda

A decisão das urnas pela saída do Reino Unido da União Europeia é uma decisão democrática, cujo referendo foi endossado pelo próprio primeiro-ministro David Cameron, em campanha pela sua reeleição. Vale ressaltar que apesar disso, ele, que é do partido conservador, era contra a saída do bloco europeu.
De acordo com pesquisas mencionadas em sites de notícias no Brasil, os votos decisivos saíram de eleitores mais velhos, menos escolarizados e com menos renda. Já a tendência dos mais jovens, escolarizados e com mais renda era de querer a permanência na União Europeia. É certo também afirmar que muitos dos problemas que levaram a vitória pela saída são reais, como a baixa oferta de empregos e uma tendência de crescimentos de ataques terroristas na Europa.

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Documentários

Uma seleção de bons documentários com temas diversos que vi nos últimos tempos. A maioria deles está disponível ou no Netflix ou no youtube.
(Dis)Honesty – The Truth About Lies (ou (Des)honestidade – A verdade sobre mentiras)
O impacto das mentiras em nossas vidas e na sociedade.

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Depois de uma semana

Passei praticamente uma semana sem acesso à internet, viajando a trabalho em uma aldeia indígena no interior de Rondônia. Minha viagem começou bem no dia da votação no Senado que tiraria a presidente Dilma do comando da nação. Claro que, mesmo a dezenas de quilômetros de uma torre de telefone a gente ficava sabendo algumas coisas como: mudaram a logo do governo (mais do que esperado), a Cultura não tem mais ministério (duvidei seriamente da informação, mas era engano meu), querem acabar com o SUS (a proposta era um pouco mais discreta que essa) e vão extinguir o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA (imaginava que isso ia acontecer, mas torcia para não haver tamanho disparate). Continue lendo Depois de uma semana

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Para todas elas

Mais do que uma data comercial ou de homenagem, o dia 08 de março é um dia de mobilização em favor da mulher, não só por mais igualdade no trabalho, mas também por mais respeito e dignidade às mulheres. Todas elas.

É bonitinho, mas simplórias, ou melhor, muitas vezes pavorosas, as comemorações a este dia com flores e bombons, ressaltando como são belas e úteis a sociedade. Quando na verdade, nos outros dias do ano as constatações são de que no Brasil, a cada sete minutos há uma denúncia de violência contra mulher (segundo dados do Estadão do dia 07/03/2016). E que na grande maioria dos casos, os agressores são familiares, parceiros ou ex-parceiros. E que o feminicídio vem aumentando e que a grande maioria das vítimas são negras, como aponta o Mapa da Violência 2015 – Homicídio de mulheres no Brasil. Continue lendo Para todas elas

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Vidinha qualquer

Ufa! Acabou o Carnaval. Precisamos de uma trégua. Sabe como é: depois da maratona de fim de ano com presentes de Natal, viagem no Ano Novo, IPVA, matrícula das crianças, material escolar, essa semana de folia rapa a nossa conta bancária e os limites do cartão de crédito. Temos 40 dias para descansar, porque logo, logo a Páscoa está aí e ficamos sabendo que os preços estarão mais altos que os do ano passado. Maldito governo! Continue lendo Vidinha qualquer

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A arma letal

Desde as primeiras manifestações em 2013, quando jovens de classe média voltaram às ruas em grande número, tem chamado à atenção o uso de armas não letais pelas polícias Brasil adentro. Essas armas, que a princípio, são uma alternativa – pois evitaria excessos da força policial contra suspeitos e civis que poderiam ser alvos indefesos de tiros imprecisos – tem se sido cada vez mais usada como expediente corriqueiro. Continue lendo A arma letal

Como produzir um boato de internet

A bola da vez é a jornalista Maria Júlia Coutinho, da Rede Globo. Logo após um bombardeio de mensagens racistas em seu perfil no Facebook, começaram a surgir boatos de que os ataques seria uma manobra da poderosa Vênus platinada para camuflar os ataques – também nas redes sociais – contra o jornalista Zeca Camargo, que fez um artigo sincero sobre indústria midiática e um sentimento de catarse pela sociedade.
Já no último final de semana, sites de credibilidade duvidosa como Libertar  e Verdade Absoluta  falam em uma cortina de fumaça articulada pela “esquerda marxista” para encobrir a notícia de que a empresa em que o marido da jornalista trabalha é investigada pela Polícia Federal. Continue lendo Como produzir um boato de internet

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Menos tolerância, por favor!

jornalismoApesar de considerar, em tese, como uma boa proposta, o termo “tolerância” é muito mais carregado de vieses negativos do que supomos à primeira vista. Faz parte de um discurso pretensamente conciliatório que, na verdade, põe um véu no que, de fato, deveríamos estar olhando: o preconceito.

Aquele que tolera sugere um ar de superioridade ao tolerado. Tolerar, que pode ser bem entendido como suportar ou aguentar, dá um status de super-humano aquele que o faz. Afinal, não precisamos suportar quem nos é igual. O pai e a mãe toleram a as artimanhas do filho, pois sabe que faz parte do aprendizado. O adolescente tolera os sermões dos pais, pois só assim eles o deixarão sair ou ficar na internet até mais tarde. O motorista tolera os malabaristas nos sinais pois acredita que controla a vida dos artistas de rua com sua moeda de um real na mão. O hétero, quanto usa a palavra “tolerância”, acredita ser superior àqueles que não o são. Ou o branco que discursa não haver racismo, porque há tolerância racial. Continue lendo Menos tolerância, por favor!

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Gigantismo

O dia 20 de junho de 2013 já entrou pra história do Brasil. Um milhão de pessoas espalhadas por capitais e outras cidades num dia com vários protestos: contra a corrupção, redução do preço das passagens, e a favor de direitos, liberdades e serviços públicos de qualidade. Gente de esquerda, de direita, politizada, apartidários, anti-partidários, coxinhas, reacionários, turma do oba-oba, do #eufuilá e por aí vai. Continue lendo Gigantismo