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Esqueça Pinóquio, a culpa é do Gepeto

“Torna-te aquilo que és”, já dizia Nietzsche. “Seja você mesmo” é o mantra de 10 em cada 10 livros de autoajuda. “Ligue o botão do ‘foda-se’ e faça o que você acredita” está espalhado em milhares de textos na internet ou em citações mais polidas em imagens good vibes.
Se é tão gritante, tão urgente, tão primal, talvez, eu diria… Por que é tão difícil?
Exclusivamente pela sua falta de coragem. Ou porque o que você é te incomoda, mas você não sabe o que quer ser. Fato! Mas como e por que isso acontece?
Aí, não sei muito bem o que estava fazendo, e lembrei do conto italiano do Pinóquio. Do desenho da Disney, de 1940, e da versão futurista Pinóquio 3000.

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Os melhores (e piores) filmes que vi em 2016

Foram cerca de 150 filmes vistos no ano passado, além de diversas séries das quais destaco Sherlock, Mr. Robot, Better Call Saul, American Crime History e Black Mirror. Como faço há dez anos, listo os principais filmes que vi pela primeira vez (independente do ano de lançamento), dividido em quatro categorias: melhores, piores, surpresas e decepções. Os melhores e piores são óbvios, mas as surpresas são filmes que me surpreenderam positivamente ou que são filmes independentes que valem a pena ser vistos. Do outro lado, as decepções são aquelas que acreditei no potencial do diretor, elenco ou roteiro, mas o resultado foi muito aquém do previsto.

A seleção está em ordem alfabética, mas menciono que assisti vários filmes indianos e um deles está listado aqui. O cinema brasileiro me decepcionou um pouco e, definitivamente, o excesso de filmes baseados em HQs ou games estão saturando. Como toda lista é autoritária, ficaram de fora dois filmes que gostei e entrariam em 11º e 12º das surpresas: Doutor Estranho e a versão feminina de Caça-Fantasmas.

Melhores

1. A Bruxa (Robert Eggers, Brasil/Canadá/Reino Unido/EUA, 2015)
2. A viagem do capitão Tornado (Ettore Scola, França/Itália, 1990)
3. Beasts of no nation (Cary Joji Fukunaga, EUA, 2015)
4. Caminho da liberdade (Peter Weir, EUA, 2010)
5. Homem Irracional (Woody Allen, EUA, 2015)
6. O Lagosta (Yorgos Lanthimos, Grécia/Reino Unido/Irlanda do Norte, 2015)
7. Os 8 odiados (Quentim Tarantino, EUA, 2015)
8. Spotlight – Segredos Revelados (Tom McCarthy, EUA, 2016)
9. Umrika (Prashant Nair, Índia, 2015)
10. Vício Inerente (Paul Thomas Anderson, EUA, 2015)

A viagem do capitão Tornado é uma obra-prima

Surpresas

1. As Bruxas de Zugarramurdi (Álex de la Iglesia, Espanha, 2013)
2. Bem-vindo a Marly-Gomont (Julien Rambaldi, França, 2016)
3. Homem na parede (Evgeny Ruman, Israel, 2015)
4. Magia ao luar (Woody Allen, EUA, 2014)
5. O fantástico Sr. Raposo (Wes Anderson, EUA, 2009)
6. O presente (Joel Edgerton, EUA, 2015)
7. Pequena Miss Sunshine (Jonathan Dayton/ Valerie Faris, EUA, 2006)
8. Procura-se um amigo para o fim do mundo (Lorene Scafaria, EUA, 2012)
9. Uma viagem extraordinária (Jean-Pierre Jeunet, França/Canadá, 2014)
10. Rogue One: Uma História Star Wars (Gareth Edwards, EUA, 2016)

Decepções

1. 007 contra Spectre (Sam Mendes, EUA, 2015)
2. Batman vs Superman – A origem da Justiça (Zack Snyder, EUA, 2016)
3. Capitão América – Guerra Civil (Anthony Russo / Joe Russo, EUA, 2016)
4. Deuses do Egito (Alex Proyas, Austrália/EUA, 2016)
5. Esquadrão Suicida (David Ayer, EUA, 2016)
6. O Regresso (Alejandro G. Iñárritu, EUA, 2016)
7. O som ao redor (Kleber Mendonça Filho, Brasil, 2013)
8. Sicario – Terra de ninguém (Denis Villeneuve, EUA, 2015)
9. Warcraft – O primeiro encontro entre dois mundos (Duncan Jones, EUA, 2016)
10. X-Men: Apocalipse (Bryan Singer, EUA, 2016)

Piores

1. Ben-Hur (Timur Bekmambetov, EUA, 2016)
2. Caçadores de emoção – Além do limite (Ericson Core, EUA, 2015)
3. Canibais (Eli Roth, EUA, 2014)
4. Carga Explosiva – O Legado (Camille Delamarre, França/China, 2015)
5. Fúria (Paco Cabezas, EUA, 2014)
6. Independence Day – O ressurgimento (Roland Emmerich, EUA, 2016)
7. Love (Gaspar Noé, EUA/França, 2015)
8. O destino de Júpiter (Lana Wachowski / Lilly Wachowski, EUA, 2015)
9. O franco atirador (Pierre Morel, EUA, 2015)
10. Red Tails (Anthony Hemingway, EUA, 2012)
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Desapegar não é jogar fora

Não sou muito dado a rituais, aliás tenho pavor de alguns, mas desde que a gente começa a usar aquela expressão para dizer que já tem alguma compreensão de si eu costumo organizar minhas coisas no final do ano. Quando criança começava pelas cartas, bilhetes , cadernos, tinha recordações boas, outras nem sim nem não e lá ia a lembrança pro lixo. Hoje em dia é quase certo que só vai para o lixo ou encaminhado para reciclagem contas em papel, cada vez mais raras por sinal,  e produtos que por acaso quebraram.
Este ano, minha revisitação de coisas que serão lembradas, arquivadas ou dispensadas começou mais cedo. Igual na música que por acaso acabo sempre ouvindo, Tendo a lua, dos Paralamas. “A casa fica bem melhor assim. ” Dito e feito.

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Doutor Estranho

A Marvel continua expandindo seu universo nos cinemas de forma consistente, porém pouco ousada e isso ficou evidente em Doutor Estranho, que reuniu um dos melhores elencos desse tipo de filme, um visual impressionante, mas ficou, obviamente, voltado para agradar a família. Não que isso seja, necessariamente, um defeito, ainda que cause certa frustração no público mais adulto.
Dito isto, é um bom filme, mas aquém do que poderia ter sido e, em certa medida faz um paralelismo com Esquadrão Suicida. Enquanto a aventura da DC Comics não é tão ruim quanto muitos críticos insistiram em enfatizar, Doutor Estranho não é tão bom assim quanto uma boa parte das primeiras impressões de críticos querem fazer crer.

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