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7 livros que se destacaram no meu Kindle em 2016

Gosto muito de ler. E fico às vezes frustrado por não ler tudo o que queria. Começar a ler livros em formatos digitais começou a diminuir minha frustração, pois os títulos estão sempre à mão. E revendo minha lista dos livros lidos no ano passado, sete me chamaram a atenção. Iria comentá-los brevemente por ordem de leitura. Mas não é que estavam agrupados por dois grandes temas que gosto muito?
PS. Acordei cedo neste sábado para escrever sobre outra coisa, mas quando vi já tinha mudado de assunto e, por coincidência, hoje (07/01) é o Dia do Leitor.

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As lições de “O quinto poder”

Confesso que demorei um tempo para assistir a versão hollywoodiana sobre Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, pois esperava, como li em muitos lugares que era uma descaracterização do ativista em prol de uma defesa ufanista dos Estados Unidos. Bom, realmente eu não sei se quem fez essas críticas assistiram ao longa ou se o filme que eu assisti, dirigido pelo irregular Bill Condom e com Benedict Cumberbatch e Daniel Brühl é um filme muito parecido com o criticado. Mas o fato é que me surpreendi de forma bastante positiva. Continue lendo As lições de “O quinto poder”

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Presente de criança

“O livro caindo n’alma 
É germe — que faz a palma, 
É chuva — que faz o mar.”
Trecho do poema O Livro e a América, de Castro Alves

Dia das crianças é mais uma dessas datas comerciais que a gente quase não tem como escapar. É um absurdo não dar um presentinho. Eu gosto muito de dar presentes aos meus filhos, mas não somente em datas pré-estabelecidas. E presente não é só aquele comprado, é também um abraço na hora certa, um sorriso quando alguém está triste ou quando há uma surpresa edificante. Continue lendo Presente de criança

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Jornalismo e travestis

A sexualidade anda em alta na mídia. Nem tanto pelos apelos sexuais de programas como Big Brother ou a publicidade que explora o corpo feminino, mas sim pelas recentes discussões sobre homossexualidade bissexualidade. O cantor Nando Reis assumiu há pouco sua bissexualidade do mesmo modo que tempos atrás a cantora Preta Gil. O Supremo Tribunal (STF) deu um passo importante ao reconhecer por unanimidade a união homoafetiva. O Conselho de Direitos Humanos da ONU também aprovou resolução histórica para promover a igualdade dos indivíduos sem distinção da orientação sexual.

Por outro lado, a falta de informação qualificada e argumentos supostamente religiosos impediram a distribuição do kit anti-homofobia que seria distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) para professores. Além disso, parece ter crescido o preconceito, principalmente com as investidas trogloditas como as do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), contra quem não é heterossexual. Continue lendo Jornalismo e travestis

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O Clube do Filme

Estava interessado em ler este livro já tem um tempinho até que ganhei de Natal da minha esposa. Um presente e tanto pois unem várias paixões: literatura, paternidade, cinema. Além disso, o autor (canadense) David Gilmour é homônimo do vocalista do Pink Floyd. E principalmente, claro, porque foi presente do meu amor.

Como literatura, é fato que não é das mais eruditas, mas é uma narrativa corajosa, apresentando-se como um relato de um pai num momento profissional difícil e seu filho de 16 anos que não mais quer estudar. O filho querer abandonar os estudos é tão traumático para os pais como perceber que ele está viciado em alguma coisa ou engravidar (ou ter sido engravidado) em tenra idade. O resultado quase nunca é satisfatório. Continue lendo O Clube do Filme

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Querido e Devotado Dexter

Dexter é o segundo serial killer de ficção mais famoso do mundo. Depois de ter assistido as quatro primeiras temporadas da série homônima da TV e estar acompanhando com entusiasmo a quinta, nada mais natural do que ler os livros que lhe deram a origem. Comecei pelo segundo livro, Querido e Devotado Dexter, que ganhei da minha esposa.

Se Dexter não é tão famoso quanto Hannibal Lecter ele é mais pop e mais complexo. Diferente do elegante e extremamente culto Hannibal, que vira um verdadeiro monstro canibal, o assassino Dexter é mais sutil com suas vítimas e mais cuidadoso em não ser pego. Ostentando uma máscara de bom irmão, namorado, amigo e bom técnico forense, Dexter esconde sua índole assassina que conseguiu ser canalizada, graças a seu pai adotivo, para matar apenas os maus. Continue lendo Querido e Devotado Dexter